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| 1997 |
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O planeta começava a pulsar mais forte com a proximidade da virada do milênio. Fagulhas de ansiedade cortavam o ar. O ano de 1997 foi o auge da TV a cabo e o ápice da linguagem acelerada de videoclip. De lá para cá ocorreu certo cansaço, uma espécie de aborrecimento gradativo, além de alterações contínuas nos padrões estético-musicais. Falava-se então muito em globalização, Hong Kong era devolvida à China, morriam Lady Di e Jacques Costeau. Em Salvador, o artista plástico Carybé partia para se juntar a seus orixás queridos.
A emissora MTV, que atravessava o período mais criativo desde sua chagada ao Brasil, convida Gal Costa a participar da série de programas Acústico – logo programado pela gravadora BMG para ser lançado também nos formatos CD, VHS e DVD. E ela entrega a direção-geral a seu primeiro empresário, Guilherme Araújo, no espetáculo que trazia participações especiais (Luiz Melodia, Roberto Frejat, Herbert Vianna e Zeca Baleiro), além das cordas da Orquestra Petrobrás.
Essa conjunção artística foi altamente positiva, com bons aspectos promocionais e repertório bem pensado. O CD vendeu cerca de 600 mil cópias e Gal excursionou por 19 meses, viajando a 11 países e a mais de 50 cidades brasileiras.
Eduardo Logullo
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