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| 1983 |
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Enquanto nas rádios do planeta o The Police arrebentava com Every Breath You Take, saía o disco Baby Gal, um registro de aspectos retrô e que assinalaria mudanças em breve. Gal Costa era acompanhada em algumas faixas pelo grupo Roupa Nova (que também a acompanhara em Solar, do disco anterior), gravava Chico Buarque (Mil Perdões), Moraes Moreira (Bahia de Todas as Contas) Tunai (Eternamente) e uma bonita revisão de Baby, de Caetano Veloso, composição que fora seu maior êxito no fim dos anos 60. O disco resultou na montagem do show com o mesmo nome, que estrearia em janeiro seguinte com turnê a várias capitais brasileiras.
Foi também em 1983 que Gal recebe de Tom Jobim um convite inesperado: dividir com ele os vocais da trilha sonora do filme Gabriela, produzido pela Metro com Sonia Braga e Marcello Mastroianni. O disco, com magníficas composições do maestro, seria a primeira parceria artística da posteriormente produtiva dupla Gal/Jobim.
Nesse período morreriam o artista plástico catalão Juan Miró, a atriz Gloria Swanson, o dramaturgo Tennessee Williams, a cantora Clara Nunes e o cantor Altemar Dutra. Lionel Ritchie estourava com All Night Long, enquanto Michael Jackson atingia dois pontos máximos: Billie Jean e Beat It. No Brasil, surgia a primeira vítima da Aids, ao mesmo tempo em que os oposicionistas Tancredo Neves, Leonel Brizola e Franco Montoro assumiam os governos dos três mais importantes estados do país. Marcelo Rubens Paiva lançava seu best-seller Feliz Ano Velho, Maria Bethânia mostrava A Beira e o Mar, o disco Uns trazia Caetano Veloso com homenagens a Tim Maia na canção Eclipse Oculto, e a empresa Apple mostrava um preâmbulo do futuro: a primeira versão do personal computer Lisa.
Eduardo Logullo
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