 |
|
|
 |
 |
|
 |
 |
|
 |
 |
| 1992 |
 |
|
 |
 |
|
 |
| |
Ano descrito pela Rainha Elizabeth II como Annus Horribilis, 1992 foi quando o mundo viu o casamento do Príncipe Charles com Lady Diana Spencer vir abaixo. Mas horrível mesmo foram os 111 detentos mortos no massacre do Carandiru, episódio que em 1993 seria sucesso de bilheteria, filmado por Hector Babenco. Morriam também Isaac Asimov, Astor Piazolla, o escritor Otto Lara Resende, e os atores Paulo Villaça e Daniela Perez.
Depois de estrear Plural em 1990, Gal Costa enfrentou um ano e meio em turnês do espetáculo, sem lançar discos nesse intervalo. E foi com seis músicas extraídas do repertório original do show dirigido por Waly Salomão, mais oito composições escolhidas junto ao produtor Mazzola e ao violonista Marco Pereira, que surge o disco Gal.
A produção despretensiosa ressalta registros fortes de uma seleção voltada a aspectos do sincretismo baiano (Comunidá, É d’Oxum, Raiz, Revolta Olodum) e reverências a mestres (Cartola, Jobim, Noel, Porter). Vocais soberbos da cantora, em ponto de bala depois da intensa fase de pluralização rítmica.
Ainda nesse ano, ela faria aparição inesperada em duas apresentações do violonista Marco Pereira, no pequeno Teatro do Hotel Crowne Plaza, em São Paulo. Gal, de óculos, cantou Triste Cuíca, de Noel Rosa.
Eduardo Logullo
|
|
 |
|
 |
|