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2005
 
  Pelos fios que a história tece a cada período de 12 meses, 2005 poderia ser classificado como um tempo de continuidades e continuismos na política. Lula lá: abriu-se o ano no Brasil com o anúncio do governo petista ao FMI assegurando que, sim, a dívida brasileira de US$ 15,5 bilhões seria saldada em apenas dois anos e que, sim, evitaríamos seguir a moratoria da Argentina. Em contrapartida, enfrentamos por aqui a desordem do "mensalão" que, como todos os demais eventos funestos em torno do Congresso Nacional, acabou naquele famoso disco italiano de massa, coberto por queijo e tomates.

2005, portanto, carregou suas tintas na política. O presidente francês Jacques Chirac buscou socorro nos baús de leis gaulesas ao usando a Declaração de Emergencia (criada nos anos 1960 por De Gaulle) para conter manifestações populares nos arredores de Paris, na série de protestos coordenados por imigrantes norte-africanos que se consideravam excluídos da sociedade francesa. Ulalá. Em maio, a França já havia dito "Non!" ao referendo da Constituição Européia.

Em Londres, o primeiro-ministro britânico, o trabalhista Tony Blair, é reeleito para seu terceiro mandato e sanciona, sob pressões populares, a lei que bane da Grã-Bretanha o costume secular de caçar com cães. Na Nigéria, o secretário-geral da ONU comanda uma reunião com 25 dirigentes africanos que passariam a receber dos países ricos do Hemisfério Norte uma ajuda anual de US$ 55 bilhões. Desconhece-se se a intenção tem sido cumprida. Paralelamente, o Príncipe Charles oficializa em casamento no Castelo de Windsor seu notório romance com a aristocrata Camilla Parker-Bowles. A cerimônia conseguiu aplacar o pequeno escândalo provocado pelo príncipe Harry, que escolheu um uniforme nazista como seu traje em uma festa à fantasia.

A gafe real se somou à declaração do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de que o Holocausto judeu da Segunda Guerra "Não passava de um mito histórico". Em Israel, Shimon Peres é eleito primeiro-ministro. No dia 24 de abril, Bento 16 inicia seu papado como chefe supremo da Igreja Católica. O último papa de nacionalidade alemã foi um religioso do século 11. Na Libéria, Ellen Jonson-Sirleaf é a primeira mulher eleita para presidir um país do continente africano.

Em desaparecimentos, 2006 não trouxe tantos abalos. Além de João Paulo II, morto no dia 02 de abril, saíram de definitivamente de circulação Rosemary Kennedy, filha mais velha de JFK; o compositor e regente britânico Edgard Briton; o filho de Nelson Mandella, Makghato, de Aids; e o cantor Chet Helms. No Brasil, a era do rádio foi esfacelada pela morte de Emilinha Borba. Nos esportes, o grande ciclista Lance Armstrong se afasta das competições. Michael Jackson é considerado inocente de molestar crianças. Chico Buarque faz 60 anos e ganha discos com sua obra gravada por outros artistas (Fafá de Belém e Eugênia Melo e Castro, por exemplo). Gal Costa também completa seis décadas de vida e declara à imprensa que se considera com "no máximo, 42".

Em retrospectiva, 2005 trouxe acontecimentos bastante positivos para Gal. A cantora começou o ano selecionando repertorio para o novo CD. Foram ouvidas mais de 300 composições. O resultado final da seleção musical contaria com indicações do jornalista e compositor Carlos Rennó, enquanto o disco, batizado depois de "Hoje", traria acabamento primoroso com produção e arranjos de César Camargo Mariano.

Entre março e abril, Gal ainda se apresentava com o show "Todas as Coisas e Eu", levado, depois da turnê nacional, a cidades como São Paulo, Recife e São José do Rio Preto. No dia 4 de junho, um acontecimento memorável: a artista é a homenageada do Heineken Festival, em San Juan, Porto Rico. Era a primeira vez que o evento escolhia uma cantora para centralizar a programação.As avenidas da capital porto-riquenha estavam cobertas por cartazes com o rosto de Gal.

Em julho, ela foi a principal atração do La Mar de Musicas Festival, em Cartagena, Espanha, na edição produzida em homenagem à Turquia.No mesmo mês, apresenta-se em Roma no Voci di Donna, dentro do tradicional calendario da Academia Santa Cecilia.Em seguida, canta no festival Veranos de la Villa, no Cuartel Conde del Duque, em Madri. No dia 13 de julho, participa em Paris do concerto "Viva Brasil", produzido pelo grupo brasileiro Pão de Açúcar. No show apresentaram-se também Gilberto Gil, Lenine, Jorge Benjor,Henri Salvador e Daniela Mercury. Em agosto, ao lado de Mercury e Zélia Duncan, Gal canta em outro grande evento musical organizado pelo Pão Music em São Paulo. Ao término do show, recebe o título de Cidadã Paulistana.

Em setembro, ao fazer 60 anos, ganha capa da revista "Bravo" e comemora a data lançando pelo selo Trama o seu 32ºálbum, "Hoje", com canções inéditas. No mesmo mês participa na Colômbia do 17º Festival internacional do Teatro Libre de Bogota, fazendo shows nessa capital e em Barranquilla. Dias depois, era a atração principal do Casino de Viña del Mar, no Chile.

A sua nova gravadora lança o DVD "Ensaio", da TV Cultura, gravado em 1994, com direção de Fernando Faro. A Universal edita em DVD o festival "Phono 73 – O Canto de um Povo",com imagens raras desse evento que reunira, há 32 anos, o estrelado elenco da então gravadora Phonogram no Auditório do Anhembi, São Paulo. O ano se encerra com os acertos de Gal em direção ao novo espetáculo "Hoje", que só viria a estrear no primeiro semestre de 2006.

Eduardo Logullo
 
 

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