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Gal Costa Interpreta Caetano Veloso - Divino Maravilhoso
Mauro Ferreira - O Dia - 14/09/2005 |
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A idéia de criar uma compilação em que Gal Costa entoa apenas músicas de Caetano Veloso já foi usada no ano passado pela BMG na coletânea Gal Canta Caetano, produzida por Thiago Marques. Mas não invalida o similar e caprichadíssimo projeto da Universal Music, idealizado por Ricardo Moreira, com seleção de repertório de Rodrigo Faour, para homenagear os 60 anos da cantora em 26 de setembro - mesmo porque Gal Costa Interpreta Caetano Veloso - Divino Maravilhoso abrange o período 1967-1983, enquanto a compilação anterior partia de 1984 até 2001.
A capa psicodélica traduz apenas uma das facetas de Gal ouvidas nas 36 faixas do CD. É quando o cristal da cantora lançou acordes janisjoplianos em faixas como Cinema Olympia (1969). É a Gal mais roqueira e tropicalista dos discos Gal (1969) e LeGal (1970). Mas, antes, em 1967, ela cantou Caetano (o compositor mais presente em seu repertório) com o intimismo e a timidez da menina Gracinha, a fiel discípula bossa-novista de João Gilberto - aqui representada por fonogramas como Coração Vagabundo e Avarandado. Depois, em 1974, com Caetano já de volta do exílio, veio o prenúncio da Gal tropical de fins dos anos 70 e início dos 80 na faixa mais rara da compilação, o frevo Sem Grilos, extraído de compacto obscuro. Outra jóia do baú é o samba Barato Modesto, de compacto de 1973. Ambas as faixas já foram editadas em coletâneas anteriores, mas permanecem desconhecidas.
A excelente qualidade da remasterização irmana sons e músicas tão díspares quanto A Rã (1974), Tigresa (1977), Força Estranha (1979) e a menos inspirada Sutis Diferenças (1983). No momento em que Gal Costa reafirma a atualidade de seu canto com o renovador disco Hoje, recém-lançado pela Trama, ouvir esta compilação é atestar que Gal nunca foi uma, mas muitas. |
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