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  Saiba mais sobre os 15 álbuns remasterizados e o CD duplo de raridades da caixa Gal Total
Correio Braziliense - 10/10/2010
 
  - Domingo (1967) Gravado em parceria com Caetano Veloso e arranjos de Dori Caymmi, o disco – de estética bossanovista - começa com Coração vagabundo e traz mais sete canções de Caetano (Onde eu nasci passa um rio, Avarandado, Um dia, Domingo, Nenhuma dor, Remelexo e Quem me dera), além de Candeias (Edu Lobo), Minha senhora ( Gilberto Gil e Torquato Neto) e Maria Joana (Sidney Miller). - Gal Costa (1969) Primeiro disco solo de Gal, é um clássico tropicalista. Com arranjos de Rogério Duprat, Gilberto Gil e do superguitarrista Lanny Gordin, tem cinco faixas de Caetano (Baby, Saudosismo, Não identificado, Lost in paradise e Divino, maravilhoso, esta em parceria com Gil), duas de Jorge Ben (Que pena e Deus é o amor), duas de Roberto e Erasmo (Se você pensa e Vou recomeçar). Completam o ótimo repertório o baião Sebastiana (Rosil Cavalcanti), A coisa mais linda que existe (Gil e Torquato Neto) e Namorinho de portão (Tom Zé). - Gal (1969) Lançado no mesmo ano do primeiro solo, Gal é mais elétrico, roqueiro e desabusado – o mais psicodélico dos discos tropicalistas. Rogério Duprat assina arranjos e direção musical. No baixo e nas guitarras, Lanny Gordin; no violão, Jards Macalé. No repertório, mais Caetano (Cinema Olympia, The empty boat), Jorge Ben (Tuareg, País tropical), Gilberto Gil (Cultura e civilização, Com medo, com Pedro, Objeto sim, objeto não), Roberto e Erasmo (Meu nome é Gal), Macalé e Capinam (Pulsars e quasars). - Legal (1970) Com capa de Hélio Oiticica, arranjos de base de Lanny Gordin e Jards Macalé (o pianista Chiquinho de Moraes cuidou dos arranjos de orquestra), é outro ótimo disco tropicalista. Aqui, as canções de Caetano (London, London, Deixa sangrar), Roberto e Erasmo (Eu sou terrível), Gil (Língua do P, Minimistério) e Macalé (Love, try and die, Hotel das estrelas, The archaic lonely star blues) juntam-se a Zé Dantas (Acauã) e Geraldo Pereira (Falsa baiana). Segundo Gal, é um de seus trabalhos mais “espontâneos”. - Fa-tal – Gal a todo vapor (1971) Registro de um show que a cantora fez no Rio, com direção de Waly Salomão, Fa-tal tem a cara daquele “verão do desbunde”. Caetano e Gil estavam no exílio em Londres, e Gal era a principal referência tropicalista, a musa da praia de Ipanema, das Dunas do Barato. Lanny Gordin assina a direção musical e as guitarras (Pepeu Gomes entrou depois). Entre as 19 faixas, duas maravilhas de Macalé e Waly Salomão (Mal secreto e Vapor barato), mais uma de Roberto e Erasmo (Sua estupidez), outra de Caetano (Como 2 e 2), Novos Baianos (Dê um role) e Luiz Melodia (Pérola negra). Excelente. - Índia (1973) Com direção musical de Gilberto Gil , Índia – que teve a capa censurada, por causa das fotos “ousadas” de Antônio Guerreiro -- vem de um show que Gal fez pelo Brasil e traz um time de primeira: Dominguinhos no acordeom, Toninho Horta na guitarra, Luiz Alves no contrabaixo, Roberto Silva na bateria, e Chico Batera na percussão. É um álbum de transição, que mistura temas do folclore (Milho verde), clássicos como Volta (Lupicínio Rodrigues) e Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça) e novidades como Presente cotidiano (Luiz Melodia), a melhor das nove faixas. - Cantar (1974) O melhor disco da cantora (ao lado de Fa-tal) tem direção de Caetano Veloso e Perinho Albuquerque e a participação de João Donato, que toca piano e assina três das 11 faixas (A rã, Flor de maracujá e Até quem sabe). Caetano também comparece com Flor do cerrado, Lua, lua, lua e Joia; Jorge Mautner e Nelson Jacobina, com Lágrimas negras, e Gilberto Gil , com Barato total. Sofisticado, primoroso. - Gal canta Caymmi (1976) Com arranjos de João Donato e Perinho Albuquerque, é um belo tributo ao mestre Dorival Caymmi. O CD que está na caixa Gal Total vem com uma capa diferente porque o autor da arte original não teria se entendido com a gravadora – a parte boa é que traz de volta os atabaques cortados em reedições anteriores. - Caras e bocas (1977) Gal tenta novos caminhos neste disco eclético, de “entressafra”, como ela mesma diz. Entre as 10 faixas, há músicas de Rita Lee (Me recuso), Jorge Ben (Minha estrela é do Oriente), Péricles Cavalcanti (Clariô) e da estreante Marina (Meu doce amor). Negro amor, a versão que Caetano e Péricles fizeram para a canção de Bob Dylan, e Tigresa, de Caetano, são os maiores acertos do disco. - Água viva (1978) Álbum voltado para os compositores da geração de Gal, Caras & bocas reúne Chico Buarque (Folhetim), Gilberto Gil (De onde vem o baião) e Caetano Veloso (Mãe, A mulher e Paula e Bebeto, esta com Milton Nascimento). Também traz a bela O bem do mar, de Caymmi, Vida de artista (Sueli Costa e Abel Silva) e Olhos verdes (Vicente Paiva). É bom, mas ficou meio batido. - Gal tropical (1979) O disco foi gravado depois de uma bem-sucedida temporada de Gal no Teatro dos Quatro, no Rio, em janeiro de 1979. Coletânea de sucessos produzida por Guilherme Araújo e Roberto Menescal, traz entre as 12 faixas Força estranha (Caetano Veloso), Estrada do sol (Tom Jobim e Dolores Duran), Olha (Roberto e Erasmo Carlos), Juventude Transviada (Luiz Melodia) e Balancê (João de Barro e Alberto Ribeiro). - Aquarela do Brasil (1980) O empresário e produtor Guilherme Araújo sugeriu à cantora esse tributo a Ary Barroso, com 12 faixas selecionadas por Paulo Tapajós. Camisa amarela, Aquarela do Brasil, É luxo só e Jogada pelo mundo foram os maiores sucessos do álbum. - Fantasia (1981) Aqui, a estrela já é outra: aparece com vestido de paetês (na foto do encarte), produzida por Mariozinho Rocha e com arranjos de Lincoln Olivetti, Gilson Peranzzetta e Guto Graça Mello. Malvista pela crítica (muito por conta dos teclados de Olivetti), Gal cai de vez nas graças do público. Com músicas de Moraes Moreira (Festa do interior) e Djavan (Faltando um pedaço, Açaí) e Caetano (Meu bem, meu mal, Massa real, O amor), o disco foi um estouro de vendas. - Minha voz (1982) Azul, de Djavan, foi o grande hit do disco, que ainda conta com Bloco do prazer (de Moraes Moreira e Fausto Nilo) e três sucessos de Caetano: Luz do sol, Dom de iludir e Minha voz, minha vida. Mais um produzido por Mariozinho Rocha, com arranjos de Gilson Peranzzetta, Lincoln Olivetti, Eduardo Souto Neto e... Roupa Nova. - Baby Gal (1983) Álbum pop que marcou a saída da cantora da gravadora Philips, depois de mais de 15 anos, Baby Gal é outro da turma de Mariozinho Rocha/ Eduardo Souto Neto/ Roupa Nova. Nos teclados, César Camargo Mariano. A regravação de Baby com a participação do Roupa Nova fez muita gente chiar, e foi a faixa que mais marcou o LP, ao lado de Mil perdões (Chico Buarque). - Divina, maravilhosa (2010) O CD duplo traz 28 faixas raras, algumas delas inéditas, garimpadas pelo pesquisador Marcelo Fróes nos arquivos da gravadora Universal (que detém o acervo da Philips e da PolyGram). São registros de compactos, festivais, projetos especiais, participações em álbuns de outros artistas. De 1967, por exemplo, há duas faixas gravadas para a coletânea III Festival da Música Popular Brasileira vol. 1 — Dadá Maria (em dobradinha com Renato Teixeira) e Bom dia. De 1968, um dueto com Sidney Miller, Ora , acho que vou-me embora, lançado apenas em LP do compositor (Brasil, do Guarany ao Guaraná). Outros destaques são a versão original de Vapor barato, uma Clariô mais dançante, a bela Três da madrugada (de Torquato Neto e Carlos Pinto) e três pérolas pinçadas da trilha do filme Brasil ano 2000, de Walter Lima Jr.: Canção da moça, Moça de Neanderthal e Show de me esqueci. Dessas duas últimas, gravadas com Bruno Ferreira, Gal nem se lembrava mais.
   
 
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