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Gravação do show Hoje mostra que Gal se renovou
Mauro Ferreira - O Dia - 15/12/2006 |
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Por conta do roteiro corajoso (sem hits óbvios) e da sonoridade intimista, mais apropriada para teatros e casas menores, o show Hoje, de Gal Costa, não teve o merecido sucesso. Mas sua edição em CD e DVD - nas lojas esta semana, com o registro ao vivo feito em maio, em São Paulo - mostra que Gal se renovou em cena.
A cantora concilia presente e passado (Fruta Gogóia abre o roteiro remetendo ao show Fa-Tal, de 1971) em refinado roteiro baseado no CD Hoje, de 2005.
Com seis números exclusivos (Te Adorar, Voyeur, Nada a Ver, Um Passo à Frente, Sexo e Luz e Feitio de Oração, clássico de Noel Rosa), o DVD reúne nos extras depoimentos de Chico Buarque e Gilberto Gil, entre outros, colhidos para o programa Do Tropicalismo aos Dias de Hoje, produzido pelo canal DirecTV. São aperitivos para a edição do especial em DVD, programada para meados de 2007.
Embora não seja arrebatador, Gal Costa ao Vivo está em sintonia com o tempo atual da artista. Aos 61 anos, a cantora exibe voz remoçada. Jovial, ela rebola em Feitio de Oração, canta Cazuza (Todo Amor que Houver Nessa Vida) e improvisa, jazzística, ao fim de Juventude Transviada, de Luiz Melodia, compositor que projetou no show Fa-Tal.
Entre samba de Ismael Silva (Antonico) e o duelo com o guitarra de Marcos Teixeira em Meu Nome É Gal, eco do show Gal Tropical (1979), a cantora cambaleia majestosamente pela melodia trôpega de Embebedado, floreia os vocais de Pra que Cantar? e dialoga com o coro afro de músicas como Santana, Mar e Sol e Voyeur. Em essência, Hoje reflete o tempo maduro da grande voz de Gal.
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